Amor no ponto final

O encontro inesperado



Era só mais um dia comum.


O ônibus lotado, gente reclamando, calor… rotina de sempre.


Carlos, o cobrador, já estava no automático.


— Bom dia… pode entrar… próximo…


Até que, em um ponto simples da cidade…


Ela apareceu.


Uma menina parada, fone no ouvido, olhando distraída pra rua.


Quando entrou no ônibus…


Carlos travou.


— B-bom dia…


Ela sorriu.


— Bom dia 


Pronto.


Ali já era o fim pra ele.


Confusão no coração


Carlos já estava conversando com outra garota há semanas.


O nome dela era Juliana.


Ela mandava mensagem todo dia, puxava assunto, até já tinha dado indiretas.


— Quando a gente vai sair? 


Mas naquele dia…


Carlos só conseguia pensar na menina do ponto.


No jeito dela.


No sorriso.


No “bom dia”.


E pior…


Ele nem sabia o nome dela.


Esperando o mesmo ponto


No dia seguinte…


Carlos ficou ansioso.


Olhava o relógio toda hora.


Quando o ônibus chegou no mesmo ponto…


Lá estava ela de novo.


Coração acelerado.


— Bom dia… — disse ele, tentando parecer normal.


— Bom dia 


Dessa vez, ela ficou mais perto.


— Você trabalha aqui sempre?


— Trabalho sim… — respondeu ele, sorrindo — e você pega esse ônibus sempre?


— Agora vou começar…


Aquilo foi suficiente.


Pra ele, parecia destino.


 A escolha


Na mesma noite…


Juliana mandou mensagem:


— Então, vamos sair amanhã?


Carlos ficou olhando o celular por minutos.


Pensando.


Respirou fundo… e respondeu:


— Acho melhor não… eu tô gostando de outra pessoa.


Visualizado.


Silêncio.


Não foi fácil.


Mas foi verdadeiro.


 O ponto que mudou tudo


Dias depois…


A menina entrou no ônibus de novo.


Carlos tomou coragem.


— Posso sentar com você no final do trajeto?


Ela riu:


— Pode 😄


Eles conversaram o caminho todo.


Risadas, histórias, vergonha…


E no final, antes dela descer:


— Qual seu nome? — perguntou ele


— Ana. E o seu?


— Carlos.


Ela desceu… mas antes virou:


— Até amanhã, Carlos.


Ele sorriu.


Porque agora…


Não era mais só um “bom dia”.


Era o começo de algo.


Algo simples.


Algo inesperado.


Algo que começou…


Num ponto de ônibus 



Comentários