O começo de tudo**
Lucas nunca acreditou muito em amor.
Achava que era exagero, coisa de filme.
Até conhecer Mariana.
Ela entrou na sala rindo, falando alto, cheia de vida.
E naquele instante…
Algo mudou.
— Quem é ela? — perguntou ele, sem disfarçar.
— Mariana… mas relaxa, ela é difícil — respondeu um amigo.
Lucas só sorriu.
Ele não sabia ainda…
Mas já tinha perdido.
O primeiro sentimento**
Lucas começou a reparar em tudo.
No jeito que ela mexia no cabelo.
Na forma como sorria.
Na voz.
Tudo nele apontava pra ela.
Mas pra Mariana…
Ele era só mais um.
— Oi, Lucas! — dizia ela, simpática.
E ele já ficava feliz o dia inteiro.
Pequenos gestos**
Lucas começou a fazer coisas por ela.
Coisas simples.
Levava café.
Ajudava nos trabalhos.
Escutava desabafos.
Ela nem percebia.
Pra ela, era normal.
Pra ele…
Era tudo.
O primeiro sinal**
Um dia, Mariana chegou triste.
— Ele nem respondeu minha mensagem…
Lucas sentiu o coração apertar.
— Quem?
— Ah… um cara aí.
Naquele momento…
Ele entendeu.
Ela gostava de outro.
E mesmo assim…
Ele ficou.
Escolha silenciosa**
Ele poderia ter ido embora.
Poderia ter se afastado.
Mas não foi.
— Eu tô aqui, tá? — disse ele.
Ela sorriu.
— Você é incrível, Lucas.
E aquilo…
Machucou mais do que qualquer rejeição.
Amor que dói**
Os dias passaram.
E Lucas continuava ali.
Sempre presente.
Sempre disponível.
Sempre… ignorado como algo a mais.
Ela falava de outros caras.
Saía.
Se decepcionava.
E voltava…
Pra contar tudo pra ele.
E ele escutava.
Mesmo doendo.
A ilusão
Às vezes, parecia que ela sentia algo.
Um olhar diferente.
Um carinho a mais.
Um abraço mais longo.
E Lucas alimentava esperança.
— Talvez…
Mas no dia seguinte…
Tudo voltava ao normal.
A verdade
Um dia, Lucas criou coragem.
— Mariana… eu gosto de você.
Silêncio.
Ela olhou pra ele…
Com carinho.
Mas não com amor.
— Lucas… você é muito importante pra mim…
Ele já sabia o resto.
— Mas eu não sinto isso…
Coração quebrado.
Ficar ou ir embora
Ele tentou sorrir.
— Tá tudo bem…
Mas não estava.
Nada estava.
Mesmo assim…
Ele continuou ali.
Porque amar alguém…
Às vezes é não conseguir ir embora.
O limite**
Com o tempo…
Lucas começou a se perder.
Parou de se priorizar.
Parou de se cuidar.
Vivia em função dela.
Até que um dia…
Se olhou no espelho.
E não se reconheceu.
A decisão**
Naquele dia, ele entendeu.
Amar alguém que não te ama…
Não é prova de força.
É dor.
— Eu preciso ir… — disse ele.
Mariana ficou surpresa.
— Mas por quê?
Ele respirou fundo.
— Porque eu me perdi tentando te amar.
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### **Página 12: O adeus**
Ela tentou segurar.
— Não faz isso…
Mas dessa vez…
Ele escolheu a si mesmo.
— Eu te amo… mas eu preciso me amar também.
E foi embora.
Amor de verdade**
Meses depois…
Lucas estava diferente.
Mais leve.
Mais forte.
E finalmente em paz.
Ele ainda lembrava dela.
Mas sem dor.
Porque aprendeu algo importante:
Amor sem l
imites…
Não pode ser sem respeito próprio.
Amar alguém é bonito.
Mas se perder por alguém…
Nunca vale a pena.

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